"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"

(Sttela Vasco)





segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pedaços perdidos de uma saudade.

O que eu posso fazer se quem eu vejo em meus sonhos é você? O que eu posso fazer se toda a voz que eu ouço penso ser a sua? Não perdi suas manias, não esqueci seu jeito e o seu rosto ainda não saiu da minha mente. O cheiro do seu perfume, a maneira de sorrir cada detalhe tão particular, é eu ainda não perdi.
E eu fico pensando até quando vai durar. Porque eu já sei que você já me substituiu por outra pessoa e eu acho injusto quando paro para pensar que estou sofrendo à toa. Enquanto você vive, eu relembro e viver de lembranças não é viver. Queria ter controle sobre isso, queria ter o controle suficiente sobre mim para esquecer você.
Disseram que o tempo cura, enquanto eu espero o tempo passar vou revivendo o que, um dia, foi felicidade e que, agora, são apenas memórias, é apenas saudades.
Um beijo, Sttela.

Sonho.

Hoje é um daqueles dias em que não se sentiu bem, algo dentro de si estava fora do lugar, fora de sua rotina. Ela sentiu no começo do dia que, em alguma parte dele, esse sentimento chegaria, e ele chegou. Atravessou o metrô com passos rápidos, apressados chegar a casa logo era o desejo comprimido em seu interior. Resolveu se deixar levar pelo mundo fantástico dos sonhos e teve pesadelos. Entre seus sonhos e a sua realidade teve uma conversa com alguém, um alguém de quem gostava, mas que não a conhecia.
_Por que tão triste? – perguntou o alguém.
_Não sei, não há uma razão. Simplesmente estou.
_Então não posso ir embora...
_Por que não? O dia ruim é meu, não seu.
_Não posso ir e deixar você assim.
_Oh, não por isso. Por favor...
_Só vou se eu souber que você está feliz.
_É... É justo.
O alguém sorriu.
_Se eu sorrir você vai?
E o alguém respondeu:
_Se eu ficar você sorri?
E o sorriso de ambos encerrou a conversa e o sonho também.
Um beijo, Sttela.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Prismas.

Luzes que se uniram, luzes que se perderam. E, ainda assim, todas são luzes. Pode ser que seja mais uma das metáforas da vida, pode ser que seja um jogo de palavras cruzadas que ninguém se atraveu a jogar.
O seu reflexo cruza o espelho, se vê em mil facetas novas, diferentes. Um olhar a mais e percebe o rosto cansado, os olhos vermelhos e as luzes mudando de tom enquanto o Sol passa pelo ambiente.
Um minuto de luz e uma vida de escuridão. Suas opiniões contraditórias, seus pensamentos absurdos, sua loucura interior. E quem poderia entender se não era obrigação de ninguém? Se ninguém era responsável por sua solidão?
Assustou-se com o que percebia conforme olhava para si, havia muito mais por baixo dos sorrisos, muito mais por trás de seu silêncio. E será que alguém sabia? E alguém poderia entender?
E o que chegava até si era prismado, separado, convertido. Nada permanecia intacto, nada permanecia único, nada permanecia seu.
Um beijo, Sttela.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ela se transformou.

Criança, frágil, iludida, inocente. Um véu bem arranjado para esconder as verdades que, talvez, ela se negava a ver. Negou o tempo que pode, enquanto pode até que a realidade veio se chocar contra ela. E algo mudou em meu interior, algo se rompeu. Os aspectos do mundo ao seu redor mudaram. Sua forma ver, sua maneira de ser, tudo mudou. Os rumos a tomar eram agora novos e ela pensava em como percorrer esse desconhecido todo novo. Alguns medos sumiram, outros nasceram e pequenas dúvidas, que antes a dilaceravam, são parte do passado. Não há, pois como fugir dos caprichos da vida, ela descobriu isso um pouco depois, e ela teve que se adaptar, se reajustar e fazer de si um novo eu por completo. Ela, então, se transformou. Foi aos poucos, sem se dar conta, transformando-se. Mulher, forte, racional, maliciosa. Sua essência estará sempre ali, sempre guardada em algum canto do seu ser, mas não pode mais ter vazão, não pode mais dominar. A mudança pode ser boa, ela precisava arriscar, o resultado é questão de esperar. Um beijo, Sttela.