"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"
(Sttela Vasco)
domingo, 15 de abril de 2012
Não consigo ser literal, não posso, não sei. Aos meus olhos, a vida carrega uma lente subjetiva. Eu nunca enxergo o concreto, tudo o que eu tenho é uma parcela da realidade mistura às minhas impressões perdidas.
Se eu pudesse nunca mais dormir, se eu pudesse passar pela minha existência imersa nesse devaneio, creio eu que seria uma pessoa mais feliz.
Agora eu entendo os motivos que me levam a ter tanto medo de abrir a minha vida para os sentimentos e, em consequência, para as pessoas. De modo óbvio, ao fazer isso, eu passo a sentir, e sentir é a parte mais difícil do conglomerado "viver".
Sttela Vasco
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Há quem sonha. Quem luta por seus sonhos, entrega o sangue e dá a alma por eles.
Há quem deseja sonhar. Que passa noites em claro pensando em como poderia ser se...
E há pessoas como eu.
Pessoas que têm um sonho que lhes consome por inteiro. Eles sabem que aquela é a sua linha existencial, sabem que aquele foi o seu sopro de vida antes mesmo de viverem. Mas eles têm medo.
Têm medo de abandonar o que já existe porque acreditam que perderão o que conquistaram, e perderão para sempre.
Têm medo do fracasso e de admití-lo.
Têm medo da mudança.
Mas, ao mesmo tempo, eles, essas pessoas tão idênticas à mim, sentem a dor por perder aquilo que os motiva.
Sentem a dor por se afastar daquilo que daria um motivo a mais para sorrir e agradecer.
Sentem por não ter o brilho interno refletido em seus olhos. Ah! Como eles invejam quem tem.
Há pessoas como eu.
Indecisas, inseguras e insensatas.
Indecisas por não conseguir largar tudo e se entregar ao que ama.
Inseguras por não conseguir ter fé o suficiente.
Insensatas por, apesar de tudo, ainda sonhar e crer que, de alguma forma, um dia, irão conseguir abandonar o mundo para trás e conquistar o que almejaram por toda a vida.
No momento sou uma pessoa inerte, estática.
Sonho vez ou outra. Deixo levar-me através de visões de um futuro pleno, vou indo, quase acreditando que estou perto de algo palpável. Então caio e acordo para a realidade.
A realidade que eu escolhi, a realidade da qual eu não consigo me desvincular e que, por essa razão, está me matando aos poucos.
Sim, matando. Porque, conforme matamos um sonho, matamos a nós mesmos.
Cada vez que o sufocamos, estamos sufocando nossa própria alma.
Eu estou perto, muito perto, de perder completamente o ar.
Quem sabe dessa forma, de uma maneira contraditória e anormal, eu não consiga o fôlego necessário para lutar?
Por enquanto, fico calada. Observando ao longe o que, por minha própria culpa, não posso ter.
Sttela Vasco
Há quem deseja sonhar. Que passa noites em claro pensando em como poderia ser se...
E há pessoas como eu.
Pessoas que têm um sonho que lhes consome por inteiro. Eles sabem que aquela é a sua linha existencial, sabem que aquele foi o seu sopro de vida antes mesmo de viverem. Mas eles têm medo.
Têm medo de abandonar o que já existe porque acreditam que perderão o que conquistaram, e perderão para sempre.
Têm medo do fracasso e de admití-lo.
Têm medo da mudança.
Mas, ao mesmo tempo, eles, essas pessoas tão idênticas à mim, sentem a dor por perder aquilo que os motiva.
Sentem a dor por se afastar daquilo que daria um motivo a mais para sorrir e agradecer.
Sentem por não ter o brilho interno refletido em seus olhos. Ah! Como eles invejam quem tem.
Há pessoas como eu.
Indecisas, inseguras e insensatas.
Indecisas por não conseguir largar tudo e se entregar ao que ama.
Inseguras por não conseguir ter fé o suficiente.
Insensatas por, apesar de tudo, ainda sonhar e crer que, de alguma forma, um dia, irão conseguir abandonar o mundo para trás e conquistar o que almejaram por toda a vida.
No momento sou uma pessoa inerte, estática.
Sonho vez ou outra. Deixo levar-me através de visões de um futuro pleno, vou indo, quase acreditando que estou perto de algo palpável. Então caio e acordo para a realidade.
A realidade que eu escolhi, a realidade da qual eu não consigo me desvincular e que, por essa razão, está me matando aos poucos.
Sim, matando. Porque, conforme matamos um sonho, matamos a nós mesmos.
Cada vez que o sufocamos, estamos sufocando nossa própria alma.
Eu estou perto, muito perto, de perder completamente o ar.
Quem sabe dessa forma, de uma maneira contraditória e anormal, eu não consiga o fôlego necessário para lutar?
Por enquanto, fico calada. Observando ao longe o que, por minha própria culpa, não posso ter.
Sttela Vasco
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