Não é comum ao ser humano assumir seu passado uma vez que esse não foi glorioso.
Não é comum aos bons assumir seus erros.
Não é comum aos santos assumir seus pecados.
Eu devo, então, ser um tipo distinto. Uma espécie de “novo santo”. Extremamente novo já que, ao contrário do significado ao qual a palavra remete, a minha santidade não envolve preceitos religiosos.
Sou alguém. Alguém sem fama, sem votos, sem ritos. Alguém que costuma fazer mais o certo do que o errado, isso partindo de um ponto de vista específico sobre certo e errado.
Qualquer vício seria um erro?
Uma noite fora, um caso a mais, uma dose extra... Erros?
O que é o erro, o que é o acerto?
Eu até poderia definir cada um, criar uma lista para certo e outra para errado, mas esse não seria nada além do meu modo de ver. A verdade é que o certo e o errado dependem de quem analisa o que seria quase como a beleza, talvez de uma maneira um pouco mais complicada.
Mas nascemos com regras e padrões embutidos, pequenos “brindes” da sociedade. Sem querer acabamos criando uma “balança social” para o certo e o errado.
E é por ela que eu julgo a mim mesma.
Eu, ao todo, não sou santa. Eu, ao todo, não sou pecadora. Eu não sou parte de uma e parte de outra. Eu sou uma mistura de ambas. Eu sou o que, no fundo, toda mulher é.
E como toda mulher, eu escolho. Certas horas eu prefiro a santa. Certas horas eu prefiro a pecadora.
Ultimamente eu tenho escolhido mais a santa. Talvez seja um desafio, fazer tudo “certo” requer muito mais trabalho. Talvez seja uma opção subconsciente, talvez eu nem saiba o que estou fazendo. E talvez, mas só talvez, eu esteja aprendendo a amadurecer.
Aliás, o que é amadurecer?
Creio estar bem longe da resposta, pois, em relação a esse tema, eu nem sei o que dizer.
Eu ainda estou com meio trajeto caminhado, ainda estou na pendência entre santos e pecadores.
Eu, na verdade, ainda não sei qual sou. E, por essa razão, serei julgada, mas faz parte de toda a construção que me envolve, faz parte.
Eu sei que, antes de ser santa, eu pequei e sei também que ainda irei, apesar de santa, pecar mais. Deve ser essa mais uma das controvérsias da vida, da mulher, da maturidade e do drama. Do drama ao qual estamos constantemente imergidos.
Do drama que é ser santo ou pecador.
Um beijo, Sttela.
"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"
(Sttela Vasco)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
Então, aqui posso explanar toda a minha sensibilidade.
Existe uma parte de mim, agora menor e mais calada a qual eu pouco permito se expressar, que toma forma vez ou outra. Parece que esses dias as minhas fraquezas ficaram poderosas e eu não tenho forças para controlá-las. Talvez eu esteja paranóica, talvez seja uma daquelas “doenças da alma”.
Eu sou, por mais que eu odeie admitir, frágil, sensível e fácil de magoar. Tento não deixar transparecer, acabo ganhando o título de tímida por isso. Sou um pouco dura e, às vezes, fria. Tento não demonstrar demais.
Como não posso ser aquilo que sou sempre serei uma faceta bem projetada e minuciosamente arquitetada de mim mesma que me agrade e console. Alguns dos meus instintos são arriscados e são esses os que eu mais uso.
Deixei de pensar, entreguei na mão de alguém que, na minha vida, chamo de Deus. E espero que Ele saiba o que esteja fazendo porque certamente eu não sei.
Eu devo não estar sabendo lidar com a minha própria vida e com tudo aquilo que, de repente, apareceu. As críticas parecem mais rígidas, as pessoas mais agressivas e eu mais sozinha.
Acho que ainda não sou madura o suficiente e, enquanto isso acontece, vou vivendo de um jeito um pouco mais complicado, um pouco menos familiar, mas igualmente meu.
Um beijo, Sttela.
Eu sou, por mais que eu odeie admitir, frágil, sensível e fácil de magoar. Tento não deixar transparecer, acabo ganhando o título de tímida por isso. Sou um pouco dura e, às vezes, fria. Tento não demonstrar demais.
Como não posso ser aquilo que sou sempre serei uma faceta bem projetada e minuciosamente arquitetada de mim mesma que me agrade e console. Alguns dos meus instintos são arriscados e são esses os que eu mais uso.
Deixei de pensar, entreguei na mão de alguém que, na minha vida, chamo de Deus. E espero que Ele saiba o que esteja fazendo porque certamente eu não sei.
Eu devo não estar sabendo lidar com a minha própria vida e com tudo aquilo que, de repente, apareceu. As críticas parecem mais rígidas, as pessoas mais agressivas e eu mais sozinha.
Acho que ainda não sou madura o suficiente e, enquanto isso acontece, vou vivendo de um jeito um pouco mais complicado, um pouco menos familiar, mas igualmente meu.
Um beijo, Sttela.
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