"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"

(Sttela Vasco)





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Porque, antes de ser santa, eu pequei.

Não é comum ao ser humano assumir seu passado uma vez que esse não foi glorioso.
Não é comum aos bons assumir seus erros.
Não é comum aos santos assumir seus pecados.
Eu devo, então, ser um tipo distinto. Uma espécie de “novo santo”. Extremamente novo já que, ao contrário do significado ao qual a palavra remete, a minha santidade não envolve preceitos religiosos.
Sou alguém. Alguém sem fama, sem votos, sem ritos. Alguém que costuma fazer mais o certo do que o errado, isso partindo de um ponto de vista específico sobre certo e errado.
Qualquer vício seria um erro?
Uma noite fora, um caso a mais, uma dose extra... Erros?
O que é o erro, o que é o acerto?
Eu até poderia definir cada um, criar uma lista para certo e outra para errado, mas esse não seria nada além do meu modo de ver. A verdade é que o certo e o errado dependem de quem analisa o que seria quase como a beleza, talvez de uma maneira um pouco mais complicada.
Mas nascemos com regras e padrões embutidos, pequenos “brindes” da sociedade. Sem querer acabamos criando uma “balança social” para o certo e o errado.
E é por ela que eu julgo a mim mesma.
Eu, ao todo, não sou santa. Eu, ao todo, não sou pecadora. Eu não sou parte de uma e parte de outra. Eu sou uma mistura de ambas. Eu sou o que, no fundo, toda mulher é.
E como toda mulher, eu escolho. Certas horas eu prefiro a santa. Certas horas eu prefiro a pecadora.
Ultimamente eu tenho escolhido mais a santa. Talvez seja um desafio, fazer tudo “certo” requer muito mais trabalho. Talvez seja uma opção subconsciente, talvez eu nem saiba o que estou fazendo. E talvez, mas só talvez, eu esteja aprendendo a amadurecer.
Aliás, o que é amadurecer?
Creio estar bem longe da resposta, pois, em relação a esse tema, eu nem sei o que dizer.
Eu ainda estou com meio trajeto caminhado, ainda estou na pendência entre santos e pecadores.
Eu, na verdade, ainda não sei qual sou. E, por essa razão, serei julgada, mas faz parte de toda a construção que me envolve, faz parte.
Eu sei que, antes de ser santa, eu pequei e sei também que ainda irei, apesar de santa, pecar mais. Deve ser essa mais uma das controvérsias da vida, da mulher, da maturidade e do drama. Do drama ao qual estamos constantemente imergidos.
Do drama que é ser santo ou pecador.
Um beijo, Sttela.

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