"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"

(Sttela Vasco)





sábado, 25 de dezembro de 2010

Então é Natal...

Chegou o Natal. Aquela época gostosa, pelo menos em minha opinião, onde tudo parece mais bonito, iluminado e até as pessoas estão um pouco, nem que seja bem pouco, mais gentis. Eu particularmente gosto do Natal, gosto da maneira como arrumamos a casa, daquela sensação boa de abrir um presente que muitas vezes era algo muito desejado, gosto das luzes, gosto de tudo enfim. Quando eu era criança tinha, como muitas outras crianças, a crença no Papai Noel. Acreditava com tanta fé que era quase impossível de alguém a minha volta duvidar, aliás, sinto falta disso e pode até parecer infantil, mas no momento em que nós descobrimos que o Papai Noel não existe o Natal perde um pouco da sua magia, admita você ou não. Hoje eu entendo que essa história de Papai Noel vai além de uma crença infantil, é uma crença na bondade, uma pequena fagulha de fé querendo mostrar que a vida não é amarga e que coisas boas acontecem se você parar para pensar. Estranho, cada Natal meu modo de pensar se altera em algum ponto, não sei se isso tem a ver com a Festa Natal ou é apenas o meu eu me mostrando o que eu não consigo ver o ano inteiro. Natal não é só presente, o Natal carrega muito mais mensagens do que nossos pobres olhos egoístas conseguem ver isso porque, como diria o Pequeno Príncipe, “Só se vê bem com o coração.” Espero, então, que nesse Natal, e a partir dele, todos nós possamos ver um pouco mais com o coração. Feliz Natal para todos. Um beijo, Sttela.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E o meu nome estava lá.

Sabe quando você deseja algo? Deseja muito, além da capacidade comum do ser humano de desejar? Sabe quando seu coração acelera e seus olhos marejam por qualquer indício de notícia? Pois é, então você deve entender o que é quando o seu nome está lá, o que é quando você passa os dedos, ou o mouse, por aquela lista e seu nome está ali e você faz parte de um todo. Um todo todo novo, se me permite o trocadilho, onde nada está definido, mas tudo está planejado, lugar onde você sonha estar e sabe que lá alguns de seus sonhos podem se realizar. Chega a ser bobo o jeito que nos comovemos.
E não é o prédio, a rua, o nome não! Vai, além disso, tudo vai além de qualquer coisa. É pé no chão e cabeça nas nuvens ao mesmo tempo, é riso e lágrima é tudo. E então, a partir daquele momento em que você viu seu nome ali, você sabe que tem um rumo, você sabe que o que você fez foi só o começo e que tudo, a partir de agora, vai começar do zero, de novo, ali.
Dá medo? Claro que dá! Já ouviu falar de alguma estréia que não fez o estreante sentir medo? Mas o medo é o impulso. Estávamos à beira de um penhasco e agora o empurrão nos foi dado, só resta a nós voar.
E agora? Bem, agora é comemorar. É hora de erguer as mãos para o céu e gritar com toda a sua força o verbo que há tempos você deseja berrar para o mundo ouvir: "Passei!" E depois? E depois fazer tudo aquilo que você disse que faria quando passasse no que uns chamam de vestibular e no que eu chamo de começo da vida.
Bom começo das nossas vidas então e boa sorte! Ah! Não esqueça: agora é só voar, um conselho? Aproveite o voo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É eu não estou bem.

É hoje não é um dia muito bom. Mas eu não posso culpar o dia, ele não escolheu ser o dia em que eu tivesse uma decepção, até porque pode estar sendo um ótimo dia para outras pessoas. Eu não vou mentir, não vou dizer que eu sou a mais forte e estou ainda em pé olhando apenas o lado bom, não eu não sou hipócrita para dizer isso. Eu não estou bem, mas eu vou ficar. Uma noticia desagradável me abala, mas não me destrói. Eu sei que todas as possibilidades giram em torno de mim, é como se eu pudesse tocá-las e eu sei que ainda há uma boa surpresa me aguardando. Eu poderia deitar abraçar meu travesseiro e chorar a noite toda, dizer que não vou mais comer, jurar nunca mais sorrir, mas de que isso adiantaria? Meus problemas continuariam lá, prontos para se defrontarem comigo assim que eu levantar. Eu queria que tivesse sido o outro caminho? Queria. Queria poder estar chorando de felicidade agora e não de decepção? Queria, mas se foi esse o destino do momento é esse que eu vou encontrar. Eu sei que nada abala a minha fé, a minha fé em meus sonhos e eles sabem que eu não vou abandoná-los. Posso dar um tempo, posso fingir que desisti, mas eu nunca paro. Espero, dou um tempo, mas penso em continuar. Não penso em fugir. Eu sou essa, clara e aberta para que todos vejam e, quando eu quero, eu me escondo. Eu manipulo as situações ao meu redor para elas se alinharem a mim. Ok, não estou bem. Ok estou fraca agora. Ok deu errado. E não vou ser moralista em dizer: “Não fique aí choramingando o que já passou, levante e tente outra vez.” Porque simplesmente não dá. É infinitamente ridículo pedir para uma pessoa saltar logo após ter caído, mas é extremamente humano fornecer a mão que ira reerguê-la. Não se martirize não se culpe e muito menos se diminua. A vida é assim, maré boa e ruim intercalando entre si nós precisamos aprender a nadar entre elas. De vez em quando a gente se afoga, mas lembramos que ainda existe um fim de oxigênio para nos levar até o salva vidas. Eu sou pouco coerente quando estou infeliz, mas a minha alma consegue se libertar e expor o que verdadeiramente sente, acho que é por isso que os mais belos trabalhos saem em meio a uma crise. Eu posso estar mal hoje, mas esse não é meu estado eterno. Eu não estou bem, mas eu vou ficar e, quando eu ficar, o mundo inteiro vai saber. Um beijo, Sttela.