"Quem sabe, um dia, eu não deixe de ser assim tão inconstante e instável? Até lá, sou uma nova atração a cada dia"

(Sttela Vasco)





domingo, 8 de julho de 2012

O que sobrou.

Abraços e despedidas. Uns traços tristonhos em uma multidão de anônimos. Eu, mais uma. Você, nada além de um a mais. A imagem que reflete em todos os cantos não é minha. Perde-se de vista as visões tão familiares. Olhos secos, ausência de dor, ausência de tudo. Sangue correndo por correr, vida parcial. Seca, oca, vazia. Nada mais vem , nada mais chegou. Abandonada por suas próprias palavras, não consegue mais lhes dar vida. Perdeu seus encantos quando se chocou com a realidade. Foi se destruindo, está quebrada. Remendos fracos não seguram mais seus pedaços. Caminha sobre cacos, perde um pouco de cor a cada passo. Cansada , caída, calada. Sofrer em silêncios, silenciar rumores. Sussurros de vozes roucas. Loucuras de quem vive na lucidez de um mundo irreal. (Sttela Vasco)

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